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Trocas Estranhas desta Vida, pela Lontra

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Boa noite meus amigos, hoje vou contar-vos uma das maiores surpresas que tive desde que vim para Coimbra.
Desde que entrei para a Universidade deparei-me com um mundo novo, e não, não estou a falar do mundo académico, do facto de viver sozinha, cozinhar todos os dias e faltar as aulas sempre que me apetece! Estou a falar da Carina e da Raquel…
Comecemos então por uma breve caracterização, através dos meus olhos, destas duas “personagens”. A Carina é:
·         uma princesa, que vive no mundo cor de rosa, que acha que o príncipe encantado vai chegar num cavalo branco do Napoleão (ela diz que para príncipes prefere cavalos pretos, mas assim a caracterização já não teria metade da piada);
·         a pessoa que acredita que todas as pessoas à face da terra são boas (até os serial killers para aquela rapariga são uns santos);
·         a pessoa que chama toda a gente de “linda” ou “princesa” (não sabem o quanto isso me põe fula);
·         o único ser à face da terra que ainda caí naquela “Vais sozinho? Ou queres que te mande?”;
·         a pessoa que está sempre a falar em conhecer a história e os doces “conventuais” de Coimbra (que como diz o dicionário são doces “do convento ou a ele relativo”) que depois de muita discussão lá aprendeu comigo que são doces regionais (e podem acreditar que este tipo de observações não surgem durante uma conversa de café, mas sim, quando estamos na noite, a apanhar uma ganda tolada no Moelas);
·         aquela pessoa que nunca quer sair, porque tem que ler livros, porque tem que arrumar as estantes do quarto, porque tem que ver as séries dela, porque tem o pingo no nariz, ou simplesmente porque tem que “passar apontamentos”;
·         uma pessoa que não tem noção dos limites…da paciência, do ridículo, do assustador.
Do outro lado temos a Raquel:
·         é aquela pessoa que diz asneiras como se não houvesse amanhã (não fosse ela do Norte);
·         a pessoa que adora o sumo que mais odeio neste vida, Compal de pêssego (qualquer dia conto-vos a aventura da Carina com o Compal, juro que vão gostar);
·         a pessoa que nunca sabe de nada e não conhece ninguém e fica admirada porque as pessoas sabem o nome das outras;
·         a personagem que partilha fotos com a “dropbox”;
·         aquela pessoa que só diz mal do cabelo dos outros, tudo a ela nos cabelos lhe faz confusão;
·         refila por tudo e por nada (não tanto como eu).

Tudo isto para chegar à conclusão de que tudo na Carina é doce e cor de rosa, e na Raquel tudo é de c****** e filho da p*** para cima e laranja (passo a explicar esta cor, o vermelho é a cor que me parecia apropriada, mas depois no meio disto tudo existo eu, e em mim é que o vermelho encaixa na perfeição, por isso escolhi a cor que nos lápis da escola vem a seguir a “mim”).
Mas no meio de todo este arco-íris existe um erro gigante. O riso da Carina e o espirro da Raquel. Eu sei, eu sei que pode parecer estranho, mas vos garanto, elas têm esses aspetos trocados.
A Carina risse de uma maneira tão única e tão parola que chegar a esta comparação foi mesmo muito complicado. Quando ela se ri eu só imagino um velho, sem dentes, com a cara cheia de sarro, numa taberna, a comer chouriça assada e a beber tintos a penálti. A gargalhada dela vem tão de dentro (mesmo do estômago) que antes de a soltar parece que alguém a esteve a tentar afogar, e depois solta aquele som bizarro de dentro dela. Precioso! Precisavam de ver a maior princesa, não real, da história a rir-se como um bêbado, com cirrose.
Depois vem a Raquel com um espirro, que eu não sei se realmente é um espirro. Quando está constipada a Raquel só me parece a Kate Middleton! Imaginem a princesa de Inglaterra naquelas poltronas super luxuosas, a beber um belo chá enquanto olha pela janela e contempla as belas flores lá fora, com a janela aberta, enquanto um fininho pó lhe entra pela narina esquerda provocado um leve e subtil espirro, que mais podia ser incorporada numa das mais belas sinfonias de Mozart ou Beethoven.
Imaginaram?!
Agora nesse lugar ponham a Raquel, trocando todo o ambiente que a envolve pela sala 4.4 da Faculdade de Psicologia.
Se há coisas estranhas nesta vida esta é, sem dúvida, uma delas!

Espero que tenham gostado e volto (sozinha) daqui a um mês, para a semana é a vez da Raquel e do seu português esquisito.

Beijinhos da vossa Lontra preferida.

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