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Um Fim-de-semana na Aldeia, por Carina Barbosa

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Meus lindos do coração, o que eu vos vou contar é nada mais nada menos que a minha rotina na aldeia – uma amostra da realidade campónia de Subportela, minha terra amada!
Regresso às minhas origens na sexta-feira ao final do dia. Sou logo bem recebida por toda a gente, beijinhos, abraços e um pirralho rapaz que não me larga! Jantamos todos juntos na companhia do “Preço Certo” e do pão alentejano que a minha avó traz do Caisnovo (melhor pastelaria, padaria de Viana do Castelo! Junto ao mercado velho). Quando acaba o jantar e está tudo prontinho para dormir, o pirralho do meu irmão enfia-se na minha cama à espera de ver o Ruca, um filme da Disney ou outra bonecada qualquer na minha companhia (Isto quando não quer ver os Morangos com Açúcar no Panda Biggs).
Sábado é um dia muito, muito longo. Entre as sete e as oito, tenho alguém a falar debaixo da janela do meu quarto sobre os mais variados temas: agricultura, a freguesia, os subportelenses que emigraram, o que faz falta comprar na mercearia… Muitas vezes é a minha mãe e avó a tagarelar ali debaixo, outras as vizinhas que lá vão oferecer/pedir produtos hortícolas ou simplesmente para dar à língua. Enfim, tento dormir mas com aquela gente a falar alto é impossível. Pouco mais tarde, entra um terramoto no meu quarto aos gritos “acorda que já é dia!”, “tenho frio, aquece-me!” e eu pergunto-me: PORQUE É QUE NÃO POSSO DORMIR COMO AS PESSOAS NORMAIS? E depois entra a minha mãe: “Olha que a casa não se limpa sozinha”. Como podem ver, é impossível dormir lá em casa num sábado de manhã com toda a gente atarefada.
Quando finalmente saio da cama faço uma coisita ou outra que me pedem e vou à mercearia visitar o meu local de trabalho passado. Sim, porque eu trabalhei numa mercearia (a 30 passos de casa aproximadamente) no Verão. O resto do dia é muito normal: limpezas, compras, visitar a minha priminha bebé que mora a 5 minutos da minha casa, jantar na outra avó ou no restaurante.
Domingo é o melhor dia! De manhã há missa, café, compras se não se fazem no dia anterior e almoço em família: 14 familiares diretos (incluindo duas bebés de um ano) e 2 senhoras da família (ocasionais). O almoço é uma animação, toda a gente a comer os assados da avó Conceição (prato geral do domingo) e as minhas doçarias inventadas. PS: não tentem fazer profiteroles em casa!
Da parte da tarde os homens passam a vida na Sueca ou no Rammy ou lá como se escreve – famoso jogo de cartas que o meu avô trouxe de Austrália. Eu aturo as criancinhas todas lá de casa, ou as bebés ou as mais crescidas com filmes da Disney e lanchinhos especiais, passeios de bicicleta ao sol, desenhos, enfim… Tudo o que elas quiserem. Entretanto vai lá a família fazer uma visita, irmãos dos meus avós, meus primos, vizinhos, enfim… TODA A GENTE e depois a avó Conceição oferece um lanchezinho muito bom J
São fins-de-semana que passam a voar, uma pessoa não tem tempo para quase nada! Mas são estes pequenos momentos de agitação que fazem muitas pessoas sorrirem. Ao lerem isto podem pensar que a minha casa é “invadida” pela freguesia inteira o que não é bem assim. Na minha rua, somos todos família ainda que não partilhemos o mesmo sangue. Há o espírito de entre-ajuda, companheirismo, solidariedade e eu não trocava isto por uma cidade movimentada onde o vizinho da frente é um estranho. Este lugar fez de mim quem sou, e estas pessoas fazem parte de mim. Talvez no Verão vos fale sobre as festas de S João ;) Até lá sejam felizes, falem uns com os outros, ajudem os velhinhos e lutem por tudo aquilo em que acreditam.
Beijinhos para o meu povo!


Carina Barbosa, a vossa princesa!


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3 comentários

  1. Aquele momento em que a família do teu pai não interessa

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  2. Como pode ver, este post retrata "UM FIM-DE-SEMANA NA ALDEIA", não se trata de família. Por acaso as pessoas que referi no post acima foram as pessoas com quem estive no fim de semana passado. Obrigada por visualizar o nosso blog!

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  3. "Rammy"?! Nunca ouvi falar nisso :s

    Na cidade tens outras vantagens. Não sei se te acontece o mesmo mas eu aqui na aldeia tenho um longo caminho a percorrer para encontrar uma qualquer loja barata. Além de que agora aqui se se quer ver alguém tem de se ir ao café.

    Essa era a minha azáfama de fim de semana quando o meu avô estava aqui. É tão bom!! Aproveita bem!

    atualidadesbyclaudia.blogspot.com

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